Roger Schmidt e a chegada ao Benfica: "Falámos do que precisávamos para ser especiais"

Schmidt e a chegada ao Benfica: "Falámos do que precisávamos para ser especiais"

O treinador do Benfica, Roger Schmidt, fez um balanço da temporada e traçou metas para o futuro, em entrevista concedida na Suíça, à margem do 22.º Fórum de Treinadores de Elite da UEFA

O primeiro contacto com os jogadores no início da época: "Falámos sobre o que precisávamos para sermos especiais, para termos uma temporada bem-sucedida. Ficou claro que necessitávamos de forças básicas, isto é, que tínhamos de trabalhar muito e tornarmo-nos numa equipa com uma ideia de jogo muito bem definida. Focámos nestes tópicos para desenvolver o nosso trabalho."

Pausa na Liga é um desafio: "O calendário que temos não é o melhor para nós, para ser sincero. Sei que temos a Taça da Liga, em Portugal, e eu respeito esta competição, mas se compararmos o nosso calendário com os calendários de outros países, vamos ver que existe uma grande diferença. Na Alemanha, por exemplo, pararam agora e só retomam a competição no dia 23 de janeiro, são mais de dois meses sem jogos. Mas nós jogamos outra vez já no próximo domingo, quando arranca o Mundial. Parando agora, pode-se dar descanso aos jogadores, porque os últimos meses foram muito exigentes, e há possibilidade de fazer uma nova pré-época para preparar os jogadores para o resto da temporada. As equipas que podem fazer isso têm uma grande vantagem. O nosso calendário tem uma pausa, mas não existe verdadeiramente uma interrupção no ritmo, porque temos dois jogos na próxima semana, paramos, depois voltamos a jogar e a parar antes do Natal, e depois temos novo jogo entre o Natal e o Ano Novo... Não me quero queixar disso, mas não é perfeito. O nosso desafio, agora, é ter uma boa abordagem, prepararmo-nos bem para a Taça da Liga e, em simultâneo, dar algum descanso aos jogadores para lhes renovar a energia para o resto da temporada."

Teto desta equipa do Benfica: "Continuando neste nível, podemos terminar como campeões nacionais, esse é o nosso principal objetivo. Estão disputadas apenas 13 jornadas, temos muitos jogos pela frente. Nada está feito nem conseguido, competimos com outras equipas de grande nível e existem sempre surpresas na Liga, há muitas equipas boas. Vimos na época passada, por exemplo, com quantos pontos é que o FC Porto terminou... Sabemos que existe muita qualidade, não podemos 'parar' por termos alguns pontos de vantagem na liderança. Continuamos humildes, a querer estar em forma e a querer fazer o melhor para mantermos o avanço, este é o nosso desafio. Fizemos um bom trabalho até aqui, por isso temos oito pontos de vantagem, mas temos de continuar."

Confiança do plantel: "Não há nenhum segredo. Somos o Benfica, temos uma boa equipa, com bons jogadores e acreditamos em nós. Se tens uma equipa com boa mentalidade, um bom espírito coletivo, se todos os jogadores derem o seu máximo em prol do grupo e lutarem pela vitória, tudo é possível. Nós não fizemos nada de muito especial. A única coisa que fizemos foi crescer enquanto equipa e colocámos toda a nossa energia em campo. A nossa abordagem é a de não nos escondermos quando defrontamos as grandes equipas, antes pelo contrário. Nesses jogos queremos jogar ao nosso melhor nível e queremos mostrar o nosso estilo de jogo. Não mudamos a nossa abordagem completamente só porque jogamos contra equipas de topo. É algo muito importante e é a melhor maneira de jogar contra estes clubes. Os jogadores acreditam nisso, e com cada jogo e com cada triunfo ganhamos confiança e crença na ideia, que cresce."

Alterações nas provas da UEFA: "É interessante pensar numa nova abordagem. Claro que é difícil porque significa que vamos ter de jogar mais jogos. O calendário já está muito preenchido, mas acho que a ideia de ter mais adversários é boa, assim como uma nova situação com o ranking. Vamos ver qual será o formato final, a abordagem final, mas pode ser uma ideia ótima. Para os adeptos também pode ser interessante. Jogar contra oito adversários, de países e Ligas diferentes, pode ser diferenciador."
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