Pinto da Costa lembra saída de Conceição do Nantes para o FC Porto: «Deu-lhes de tal forma cabo da cabeça...» - Moztimbila

Pinto da Costa lembra saída de Conceição do Nantes para o FC Porto: «Deu-lhes de tal forma cabo da cabeça...»

Pinto da Costa lembra saída de Conceição do Nantes para o FC Porto: «Deu-lhes de tal forma cabo da cabeça...»
Pinto da Costa, presidente do FC Porto, marcou esta sexta-feira presença na Thinking Football Summit, onde acabou por recordar os episódios da saída de Sérgio Conceição do Nantes para o FC Porto. "O Sérgio Conceição foi uma escolha minha, foi difícil, porque ele tinha contrato com o Nantes. Eu que o conheci aos 16 anos quando veio para o FC Porto, tinha uma determinação e um feitio que era necessário compreendê-lo para nos darmos bem como nos damos. Foi a minha opção. 

Ele veio no dia 27 de maio, em que comemorávamos a vitória de Viena dos campeões europeus, e nesse dia ficou assente que ele seria o treinador do FC Porto. A determinação dele foi tal, que apesar de ter contrato com o Nantes por mais umas épocas, deu-lhes de tal forma cabo da cabeça que acabaram por libertá-lo. Essa foi uma escolha. Quando há mérito, a responsabilidade é minha e dos que me acompanham, quando não há a responsabilidade também é minha porque fui eu que os escolhi", começou por lembrar o líder dos azuis e brancos.

Relativamente à presença na 'Thinking Football Summit', Pinto da Costa justificou a sua presença no evento por 'culpa' das presenças do "amigo" Manuel Pizarro e também em forma de "reconhecimento do grande trabalho que Pedro Proença tem feito ao serviço da Liga Portugal".

"Vim à confiança porque sabia que ia estar aqui o nosso amigo Manuel Pizarro, que trata da saúde de todos os portugueses, e também reconhecimento do grande trabalho que Pedro Proença tem feito ao serviço da Liga Portugal, e também por todos os amigos que sabia que iam estar aqui presentes. O professor era o meu irmão. Eu sou sempre aluno e espero ser toda a vida porque todos nós temos sempre algo a aprender, e aprender uns com os outros. Acho que o que deviam estudar é o facto de uma região ter uma paixão assoberbada com os valores, com a cidade e com o FC Porto. Quanto mais o país está centralizado, cada vez mais os portistas amam o FC Porto e em todas as regiões do país, cada vez mais temos mais adeptos e mais amigos porque estão na nossa luta.

 Eu não sou um caso de estudo, sou um cidadão normal, que tem assistido a muita coisa e que segundo dizem vai durar até aos 100 anos", atirou.

E prosseguiu: "A todos os níveis há uma grande paixão em colaborar e trabalhar para o FC Porto. Ainda há dias um político que não é do FC Porto, visitou o nosso museu e disse que não era possível visitar aquele museu e não sair um pouco portista, porque ali está a nossa história, está os nossos princípios, a paixão de todas as gerações e é isso que faz com que o FC Porto seja capaz de um simples presidente vir aqui, para uma conversa que nem sabia o que era, mas encher uma sala para ouvir o que eu possa dizer."

A ambição em crescendo no FC Porto

"Desde os oitos que vivia apaixonadamente o FC Porto, a ver os jogos na constituição com o meu tio. Via todos os fim de semana e achava que tinha gente que gostava muito do clube, mas havia um fatalismo, não havia ambição e um conformismo com as derrotas e coisas anormais que se passavam e foi isso que tentamos combater. Felizmente, hoje acreditam e quando se empata um jogo a Torre dos Clérigos só não cai porque compreende o futebol. Lembro-me de festejarmos títulos de juniores, felizmente a ambição subiu desde então", terminou.
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