Morita reserva lugar no onze - Moztimbila

Morita reserva lugar no onze

Morita reserva lugar no onze

Hidemasa Morita é o principal candidato à vaga de Matheus Nunes, no onze do Sporting para o clássico com o FC Porto, marcado para sábado, no Estádio do Dragão. O médio japonês, de 27 anos, já foi aposta de Rúben Amorim, no arranque da Liga, em Braga, então para fazer face às limitações de Ugarte, que trabalhou condicionado por uma lombalgia nos dias anteriores à estreia no campeonato. O uruguaio recuperou a tempo de fazer parte das escolhas do treinador mas sentou-se no banco, pois Amorim preferiu entregar a titularidade ao reforço ex-Santa Clara.

Na verdade, apesar de ter chegado apenas no final de junho, Morita tem conseguido adaptar-se bem ao clube, ao grupo e às ideias de Rúben Amorim, o que lhe permitiu figurar logo no primeiro onze da nova temporada. A despeito de ter apontado um erro ao nipónico, na devolução rápida de uma bola após falta, de que veio a resultar golo do Sp. Braga, o técnico gostou do que viu na Pedreira e, nesse sentido, na perspetiva do duelo com o FC Porto, Morita surge como candidato direto e natural à sucessão de Matheus Nunes, com quem fez dupla no Minho. Aí, o camisola 5 saiu para a entrada de Ugarte, ao minuto 60. Já na receção ao Rio Ave, com o sul-americano em pleno, Morita ficou no banco e substituiu o concorrente à passagem dos 65’.

Em ambos os casos, Morita coabitou apenas com Matheus, e nunca com Ugarte, o que deixa uma réstia de dúvida relativamente à decisão de Rúben Amorim. Ainda assim, o técnico deverá optar pela solução com menor impacto possível no equilíbrio coletivo, e essa passa por uma dupla Ugarte/Morita na zona intermédia, até porque o internacional japonês, mais talhado para um jogo de transições, tem características que o aproximam de Matheus Nunes, como a capacidade de carregar a bola e construir, por oposição a Ugarte que, sendo um ‘8’ convertido a ‘6’, faz a diferença no momento da recuperação, na agressividade e na intensidade que coloca em cada lance. Na teoria, a complementaridade parece perfeita, resta saber como será a aplicação prática, nunca descartando por completo uma... ‘surpresa’ de Amorim.

Pote e... Nuno Santos

De facto, outra possibilidade que o treinador tem em mãos é o recurso a Pote para o meio-campo. Com o eventual recuo do transmontano, para jogar ao lado de Ugarte, Amorim libertaria uma posição no ataque e poderia entregá-la.... a Nuno Santos, um daqueles jogadores com a intensidade certa para um clássico e habituado ferir o FC Porto (3 golos ao serviço do Sporting, mais 2 pelo Rio Ave).

Depois de ter sido titular em Braga, como ala esquerdo, o ‘11’ não foi utilizado na última jornada, porque Amorim entregou essas funções a Matheus Reis, ao promover o regresso de Neto à linha de três defesas. Como se percebe, um regresso de Nuno Santos teria implicações mais abrangentes na dinâmica da equipa, logo será menos provável, mas até sábado não há cartas fora do baralho.

Já venceu FC Porto pelo Santa Clara

Seja como titular, como se antecipa, seja a partir do banco, se Rúben Amorim optar por outra solução de início, Morita deverá mesmo fazer o seu primeiro clássico no próximo sábado, no Estádio do Dragão. Para o japonês, no entanto, defrontar o FC Porto não será propriamente uma novidade, pois já o fez por três vezes ao serviço do antigo clube, o Santa Clara. O saldo desses confrontos é desfavorável ao agora jogador do Sporting, que perdeu duas vezes, mas para registo fica também uma vitória, por 3-1, nos Açores, a 26 de outubro do ano passado, em partida da Allianz Cup.

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