Fulham-Benfica, 1-5: vendaval ofensivo com fome de Europa - Moztimbila

Fulham-Benfica, 1-5: vendaval ofensivo com fome de Europa

Fulham-Benfica, 1-5: vendaval ofensivo com fome de Europa

O Benfica conhece hoje o adversário da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões e ontem os adeptos tiveram uma mão-cheia de razões para acreditarem que a equipa de Roger Schmidt vai aparecer preparada para cumprir o primeiro objetivo desta temporada. Os números da goleada por 5-1, que valeram a conquista do Troféu do Algarve, frente ao Fulham, espelham uma exibição categórica de uma equipa cada vez mais à imagem do treinador. O alemão tem cada vez mais certezas do que dúvidas e já tem a base para o primeiro jogo oficial. Repetiu a equipa do desafio frente ao Nice - só trocou Helton por Vlachodimos - e ao intervalo o resultado era o mesmo: 3-0.

Os três golos mostram muito trabalho de casa. Sem bola, já se sabe: pressão alta e risco constante, compensados pela inteligência dos jogadores. O 1-0, apontado por Rafa logo a abrir, nasce de uma recuperação no meio-campo adversário provocada por Enzo Fernández. Por falar no argentino, chegou há quanto tempo? Está em casa.

Depois, o Benfica mostrou que os dois golos de bola parada frente ao Nice não foram coincidências, com Gonçalo Ramos a marcar após um canto.

Além do constante ‘pressing’, o Benfica sabe muito bem aquilo que quer em posse e evidenciou-o no 3-0, de novo apontado por Gonçalo Ramos. Há um bom passe de David Neres para Rafa, mas antes já a excelência da jogada estava a ser construída com rápidas trocas de bola, a um ou dois toques, com a intenção de criar espaço e lançar o ataque. A segurança de Florentino e Enzo, com e sem bola, é crucial e a ausência da dupla também explica a quebra no segundo tempo.

Schmidt voltou a rodar todos os jogadores de campo ao intervalo. O nível baixou, mas houve bons indicadores, como a ligação entre Yaremchuk e Henrique Araújo. Ambos marcaram, em resposta a dois centros da direita. Menos eficaz foi Diego Moreira, que acertou na trave. Pelo meio, fica a nota mais negativa: uma falha de comunicação entre Weigl e Vlachodimos originou o golo de Mitrovic, o primeiro sofrido pelas águias na pré-época. No final, os encarnados levantaram uma taça, mas o que mais pôde dar motivo de satisfação aos adeptos foi a fome demonstrada. Já a equipa de Marco Silva e Palhinha tem muito para pedalar.

+ Troca entre Rafa e João Mário. A surpreendente alteração ocorrida frente ao Nice repetiu-se e beneficia ambos. Muitos viam João Mário como um problema nas ideias de Schmidt. Mas não o é.

+ Bah dá luta. Voltou a ser um dos nomes em evidência na segunda parte. Falta vê-lo com Neres, numa dupla que promete

+ Avançados cheios de golo. Schmidt conta com um painel de luxo para o ataque. Gonçalo Ramos bisou e Yaremchuk e Henrique Araújo também marcaram.

+ Neres em versão Ajax. Havia dúvidas sobre a forma como iria aparecer tendo em conta a falta de ritmo. Tal como aconteceu frente ao Nice, foi uma das estrelas. Decidiu sempre bem... e ainda levantou um estádio com um ‘túnel’.


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